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Pernas e chapéu de palha de uma mulher sentada à beira de uma piscina ao sol
foto: engin akyurt / Unsplash
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Protetor solar vegano no Brasil: o que realmente funciona (e o que é marketing)

Testei oito protetores veganos brasileiros em três meses de sol forte. Aqui está o que funciona, o que arde no olho e o que sai branquinho na foto.

por A Vegana


Olha, eu vou ser honesta: protetor solar é o item que mais me frustrou desde que virei vegana. Não pelo princípio. Pelo marketing. Tem cada embalagem verde, com folhinha estampada, jurando "natural" e "cruelty-free", que na hora de passar arde no olho que dói.

Então peguei oito frascos diferentes, três meses de praia e um diário de campo (sim, eu sou esse tipo de pessoa) pra contar o que realmente faz sentido.

Antes de começar: vegano não é sinônimo de natural

Esse é o equívoco número um. Um protetor pode ser:

  • Cruelty-free: não testado em animais.
  • Vegano: não contém ingredientes de origem animal (sem mel, sem cera de abelha, sem lanolina, sem carmim).
  • Natural / orgânico: sem ingredientes sintéticos relevantes.

Os três podem coincidir, mas raramente coincidem todos ao mesmo tempo. E, sinceramente, prefiro um filtro sintético bem testado a um "natural" que me deixa com sombra branca de pierrô.

O que eu olhei em cada produto

Pra não ficar achismo, criei um checklist rápido:

  1. Selo vegano visível (Cruelty Free Brasil, Vegan Society, ou declaração da marca por escrito).
  2. FPS mínimo 30 (abaixo disso não é proteção, é hidratante perfumado).
  3. Não arder no olho depois de suar.
  4. Não deixar marca branca na pele morena.
  5. Espalhar sem virar grude em 30 segundos.

Cinco critérios. Parece pouco. Só dois protetores passaram nos cinco.

Os que funcionaram pra mim

O melhor da leva foi um fluido facial FPS 50 que eu uso embaixo de base: não deixa marca, não arde, e ainda dá um leve toque hidratante. Não vou citar marca aqui porque a ideia é a metodologia, não merchandising. Mas o segundo lugar foi um stick em barra, ideal pra praia: você passa em cima do bronzeado sem espalhar areia na cara.

Os que eu não compraria de novo

Três produtos me deixaram com cara de fantasma. Um deles arde tanto no olho que cheguei a pensar que era reação alérgica. O outro cheirava a óleo de coco velho. Não combina com nada na vida.

Dica boba mas que mudou o jogo: passar protetor com bucha de banho seca, sem água. Distribui melhor e evita aquela camada grossa que escorre na testa.

E a regra dos 5 dedos?

Você já viu? É o método de dosagem que dermato usa: cinco dedos pelo rosto, quatro pelo pescoço, três por cada antebraço. Eu achava exagero. Passei um verão usando direito e mudei de ideia. Protetor é igual feijão: não adianta a marca ser boa se você usa pouco.

Como eu fecho a rotina

De manhã: hidratante leve, protetor facial, base com FPS 15 por cima. À tarde: reaplico com pó compacto FPS 30 (é o segredo pra não estragar a maquiagem). Em dia de praia: stick na cara, fluido corporal no resto, reaplicar de duas em duas horas religiosamente.

Pra fechar, sendo honesta

Protetor solar vegano bom existe. Você só precisa parar de comprar pelo verde da embalagem e começar a ler ingrediente. Procura selo de verdade, testa em pedaço pequeno antes, e abandona qualquer coisa que arda no olho. Sua pele agradece. Sua paz mental no verão também.

No próximo post: como eu monto uma marmita de praia que aguenta sol de meio dia sem virar caldo. (Adianto que grão-de-bico aparece em tudo.)

com leveza, A Vegana

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