Sobre
Vegana de verdade, sem manual perfeito.
Já aviso: esta página vai te frustrar um pouquinho.
Você veio aqui para saber quem escreve, e eu não vou contar. Hoje não. Não é mistério forçado. É que toda página “sobre” de blog vegano começa idêntica: “Oi, sou a Fulana, mãe, empresária e praticante de yoga; virei vegana num retiro em Bali.” Em seguida vêm a foto do chá de hibisco e o link para o curso de R$ 1.997. Um tédio. Você merece mais do que isso. Eu também.
O combinado é melhor: você vai me conhecendo aos poucos, pelos textos, como acontece em qualquer amizade de verdade, em que ninguém se entrega inteiro numa apresentação de slides.
O que dá para adiantar é que virei vegana no meio de uma vida absolutamente comum. Família que enxerga carne como amor, mãe que até hoje pergunta “e a proteína, minha filha?”, como se eu fosse desfalecer na sala, e amiga que, depois de dois anos, ainda aponta para o meu prato e solta o clássico “mas isso aí é vegano mesmo?”.
No almoço de domingo nunca falta o tio que questiona se planta sente dor enquanto serra uma costela com as próprias mãos. E, se eu apareço com uma receita minha, alguém logo dispara: “nossa, mas é tudo muito frufru, né?”. É, sim. É frufru e é delicioso. A vida é curta demais para comer sem graça com medo do que a tia Lurdes vai achar.
É isso que você vai encontrar aqui: como sobreviver à vida real sendo vegana, sem virar mártir nem chata. Receita testada de verdade, queimada, refeita e testada de novo. Produto sem pegadinha no rótulo. E o deboche necessário, porque ninguém aguenta vegano que prega sermão. Eu, menos do que ninguém.
Por enquanto, comece pelo blog. A página de contato fica para quando a gente se conhecer melhor.
